ALEGAÇÕES FINAIS COM PEDIDO DE IMPROCEDÊNCIA POR AUSÊNCIA DE ERRO ODONTOLÓGICO E NEXO CAUSAL

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA XXXXª VARA CÍVEL DA COMARCA DE
XXXX/XXXX

Processo nº: XXXX

XXXX, já qualificada nos autos da ação em epígrafe, por seu
advogado infra-assinado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer

ALEGAÇÕES FINAIS

I. SÍNTESE DO PROCESSO

A presente demanda versa sobre pedido de indenização por danos morais e
materiais decorrentes de suposta falha na prestação de serviços odontológicos.

A autora alega que, após tratamento endodôntico realizado pelas rés, passou a sentir
dores, culminando na extração do elemento dentário XXXX, pleiteando indenização no valor
de R$ XXXX, além de danos materiais.

Contudo, a instrução processual demonstrou que não há comprovação de erro
profissional, tampouco nexo causal entre a conduta das rés e o resultado alegado.

II. DO CONTEXTO FÁTICO E DA DINÂMICA DOS FATOS

A análise dos autos evidencia que os fatos ocorreram de forma diversa da narrativa
inicial:

XXXX.
Regularidade do Atendimento e Assistência Prestada

O tratamento foi realizado em XXXX, sem intercorrências.

Em XXXX, a autora retornou, sendo devidamente atendida pela segunda ré,
mesmo em local diverso de sua atuação habitual, ocasião em que recebeu prescrição
medicamentosa adequada (antibiótico e analgésico) pelo prazo de XXXX dias.

XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX
XXXX – XXXX – XXXX

(XX) XXXXX-XXXX – (XX) XXXXX-XXXX

XXXX@XXXX

Tal conduta demonstra zelo, diligência e compromisso profissional.

XXXX.
Evolução Clínica Compatível com o Procedimento

A dor pós-operatória em tratamento endodôntico é evento possível e esperado, não
caracterizando falha técnica.

XXXX.
Abandono Prematuro do Tratamento

Mesmo ciente da necessidade de aguardar o efeito da medicação prescrita por XXXX
dias, a autora:

 Não aguardou a evolução do quadro clínico;
 Após apenas XXXX dias da prescrição, buscou outro profissional;
 Interrompeu o acompanhamento com a ré.

XXXX. Intervenção de Terceiros

A autora foi submetida a:

 Novo procedimento por outra dentista;
 Posterior avaliação por terceiro profissional, que optou pela extração do dente.

Ou seja, o elemento dentário sofreu intervenções sucessivas, alheias à atuação das rés.

XXXX. Ajuizamento Prematuro e Desproporcional da Ação

A autora ingressou com a presente demanda em XXXX, ou seja:

 Apenas XXXX dias após o procedimento;
 Antes do término do tratamento medicamentoso;
 Sem aguardar qualquer evolução clínica.

Além disso, pleiteia indenização de R$ XXXX por procedimento cujo custo foi de
aproximadamente R$ XXXX, evidenciando manifesta desproporcionalidade.

III. DA PROVA TÉCNICA E SUAS FRAGILIDADES

O laudo pericial não possui aptidão para fundamentar eventual condenação, pelas
seguintes razões:

XXXX. Ausência de Exames Iniciais

Não há nos autos radiografias prévias que demonstrem o estado do dente antes do
tratamento realizado pelas rés.

XXXX. Prejuízo à Defesa Decorrente da Digitalização dos Autos

As radiografias originalmente juntadas pela ré tornaram-se ilegíveis após a
digitalização do processo, comprometendo a análise técnica e prejudicando
diretamente o exercício do direito de defesa.

XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX
XXXX – XXXX – XXXX

(XX) XXXXX-XXXX – (XX) XXXXX-XXXX

XXXX@XXXX

XXXX. Análise de Situação Posterior e Alterada

A perícia foi realizada com base em exames posteriores à intervenção de outros
profissionais, não sendo possível aferir a condição do dente no momento em que
foi tratado pelas rés.

XXXX. Inconsistência Técnica das Conclusões

O laudo apresenta respostas genéricas e descoladas da prática clínica, não
enfrentando adequadamente os quesitos formulados, especialmente quanto à
evolução natural do tratamento endodôntico.

Diante disso, a prova pericial deve ser relativizada ou desconsiderada.

IV. DO FUNDAMENTO JURÍDICO

Nos termos do art. XXXX do Código de Defesa do Consumidor, a responsabilização do
prestador de serviços exige a demonstração de defeito na prestação e nexo causal com o
dano.

No presente caso:

 Não há comprovação de defeito na prestação do serviço;
 O nexo causal encontra-se rompido pela intervenção de terceiros;
 A autora contribuiu decisivamente para o desfecho ao abandonar o tratamento.

Ressalte-se que a odontologia, especialmente na área de endodontia, constitui obrigação
de meio, não havendo garantia de resultado.

Ademais, a conduta da autora caracteriza:

 Quebra da continuidade do tratamento;
 Impedimento de reavaliação pela profissional que realizou o procedimento;
 Adoção de medidas autônomas que interferiram diretamente no resultado final.

Assim, inexiste fundamento jurídico para imputação de responsabilidade à ré.

V. DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem as Rés:

XXXX. A TOTAL IMPROCEDÊNCIA da ação, diante da ausência de comprovação de
falha na prestação do serviço e de nexo causal;

XXXX. Subsidiariamente, caso haja entendimento diverso, que eventual condenação seja
fixada em patamar mínimo, observando-se a razoabilidade e proporcionalidade;

XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX – XXXX
XXXX – XXXX – XXXX

(XX) XXXXX-XXXX – (XX) XXXXX-XXXX

XXXX@XXXX

XXXX. A condenação da parte autora ao pagamento das custas processuais e honorários
advocatícios;

XXXX. O reconhecimento de que a prova pericial produzida é frágil e insuficiente para
embasar juízo condenatório, diante das inconsistências apontadas e do prejuízo
probatório causado pela digitalização dos autos.

XXXX. Que todas as intimações sejam realizadas em nome do advogado XXXX,
OAB/XXXX XXXX, sob pena de nulidade.

pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:

Nestes termos,
Pede Deferimento.

XXXX/XXXX, XXXX de XXXX de XXXX.

XXXX
OAB/XXXX XXXX

XXXX
OAB/XXXX XXXX

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Autoria deste conteúdo:

Dr. Gabriel Magalhães

Dr. Gabriel Magalhães

OAB RJ 197.254 – Advogado e Administrador no escritório Magalhães e Gomes Advogados, com mais de 10 anos de experiência e atuação em mais de 10 mil processos. Especialista em diversas áreas jurídicas.