Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais Decorrentes de Conduta Abusiva em Unidade de Saúde Pública Municipal

Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais Decorrentes de Conduta Abusiva em Unidade de Saúde Pública Municipal

A Magalhães & Gomes Advogados é um escritório de advocacia renomado no Rio de Janeiro – RJ, com atuação sólida em todo o Estado e unidades físicas estrategicamente localizadas para melhor atender seus clientes.

Com mais de uma década de experiência e participação em mais de 10.000 processos, nossa equipe é composta por advogados altamente qualificados, preparados para oferecer soluções jurídicas personalizadas, eficientes e estratégicas.

Neste espaço, compartilhamos modelos de peças processuais elaboradas pela equipe técnica do escritório, demonstrando na prática a expertise, técnica e comprometimento que caracterizam nossa atuação. Nosso objetivo é contribuir para a educação jurídica e evidenciar a qualidade e seriedade do trabalho desenvolvido pela Magalhães & Gomes Advogados.

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AO DOUTO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DO XXXX/XX

XXXX, brasileiro, XXXX, XXXX, com RG: XXXX, inscrito no CPF sob o nº XXXX, residente e domiciliado na XXXX, CEP: XXXX, email: XXXX, telefone: XXXX, através de seus procuradores infra-assinados, vem, perante Vossa Excelência, com fulcro na Lei XXXX, Lei XXXX e artigos XXXX do Código Civil e artigo XXXX da CRFB/88 e ss, propor a presente

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS

em face de XXXX, pessoa jurídica de direito público, CNPJ nº XXXX, com domicílio situado na XXXX, CEP XXXX, pelas razões de fato e direito que passa a expor nos termos aduzidos abaixo.


I. DAS PUBLICAÇÕES E INTIMAÇÕES

Para todos os efeitos, requer que todas as publicações e intimações processuais ocorram exclusivamente em nome de XXXX, inscrito na OAB/XX XXXX, e XXXX, inscrito na OAB/XX XXXX, sob pena de nulidade.


II. DOS FATOS

O Autor, XXXX, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado infra-assinado, propor a presente ação de indenização por danos materiais e morais em face do Réu, XXXX, pelos danos causados pela conduta negligente, desrespeitosa e falsamente acusatória dos funcionários do XXXX, unidade de saúde vinculada à administração municipal, localizada na XXXX, conforme a seguir exposto:

O Autor, após ter tomado conhecimento de que sua esposa XXXX havia sofrido maus-tratos na unidade citada, em data de XXXX, buscou amigavelmente uma forma de entrar em contato com a Gerência da Unidade de Atendimento a fim de esclarecer os fatos ocorridos, já que também havia sido informado que a agente XXXX havia registrado boletim de ocorrência contra sua esposa.

Assim, o Autor, em XXXX, dirigiu-se ao local para tentar esclarecer os fatos e buscar uma solução amigável. Ao conversar com a gerente, foi informado por ela e pela enfermeira chefe que desconheciam os fatos e que se tratava de assunto pessoal com a agente de saúde XXXX.

No dia seguinte, XXXX, após tentar contato via aplicativo de mensagens com número fornecido pelas mesmas, a tentativa de resolução amigável restou infrutífera. A partir daí, iniciaram-se falsas acusações de perseguição e difamações contra o Autor, alegando inclusive que ele teria permanecido em frente ao posto por horas para intimidar a funcionária, sem qualquer prova.

Tais situações evidenciam a total ausência de tratamento profissional e técnico, especialmente por se tratar de unidade pública, onde se deve garantir respeito e tratamento digno aos cidadãos.

O Autor sempre manteve postura educada e buscou solução pacífica. Jamais agiu de forma desrespeitosa ou tumultuada. As acusações que lhe foram atribuídas carecem de qualquer comprovação e representam grave violação à sua honra, privacidade e dignidade.

Indignado com os fatos ocorridos, o Autor buscou alternativas para não mais ser atendido naquele posto de saúde. Todavia, ao procurar a Auditoria da Prefeitura de XXXX, foi informado de que não seria possível a alteração do posto, mesmo diante dos acontecimentos relatados.

Com isso, o Autor passou a sentir receio de retornar à unidade, comprometendo seu estado emocional e psicológico, e sendo forçado a recorrer à rede privada para cuidados médicos, o que tem gerado significativo prejuízo financeiro.


II. a) DO DANO RICOCHETE NA FILHA DO AUTOR

Além dos danos causados diretamente ao Autor, sua filha também foi afetada. A criança depende do posto citado para consultas, vacinas e acompanhamento médico de rotina.

A situação delicada gerada pela conduta da equipe local prejudicou gravemente o acesso da menor à saúde pública. O Autor, preocupado com o bem-estar da filha, não tem conseguido garantir o acompanhamento adequado, o que lhe causa sofrimento e angústia.


III. DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

A conduta do Réu, ao permitir que seus funcionários atuassem com desrespeito, negligência e acusações infundadas, viola os direitos da personalidade do Autor, especialmente os direitos à honra, imagem e dignidade.

De acordo com o artigo XXXX da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, devendo ser prestada com dignidade.

A Lei nº XXXX/XXXX (Lei do SUS), bem como o Código de Defesa do Consumidor (Lei XXXX/XXXX), asseguram ao cidadão o direito a tratamento digno, seguro e respeitoso por parte dos serviços públicos de saúde.

Conforme os artigos XXXX e XXXX do Código Civil, há responsabilidade civil pelos danos causados. E no caso da Administração Pública, aplica-se a responsabilidade objetiva prevista no artigo XXXX da Constituição Federal, bastando a comprovação do dano e do nexo causal.


IV. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO

A responsabilidade do Estado por atos de seus agentes é objetiva. No caso em tela, há:

  • Fato administrativo: conduta indevida dos servidores do posto de saúde;

  • Dano: abalo moral, psicológico e material;

  • Nexo de causalidade: relação direta entre a conduta e os prejuízos sofridos.

Assim, a responsabilidade do Réu é evidente e impõe a reparação dos danos causados.


V. DO DANO MATERIAL

O Autor, em razão da negativa de atendimento adequado, teve que arcar com despesas em consultas, exames e tratamentos na rede privada.

Os gastos, comprovados por notas fiscais anexas, são consequências diretas da falha na prestação de serviço público.


VI. DOS DANOS MORAIS

O Autor foi exposto a situação vexatória, acusado injustamente, constrangido e emocionalmente abalado.

A humilhação sofrida, somada à impossibilidade de utilizar o serviço público essencial e o impacto na saúde de sua filha, configura abalo moral indenizável.

Por isso, requer-se a condenação do Réu ao pagamento de indenização no valor de R$ XXXX a título de danos morais.


VII. DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, requer-se:

  1. A condenação do Réu ao pagamento de indenização por danos materiais, no montante de R$ XXXX, correspondente às despesas médicas comprovadas, bem como das futuras, enquanto persistir a impossibilidade de atendimento público;

  2. A condenação do Réu ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ XXXX, em razão das humilhações, prejuízos psicológicos e impacto familiar;

  3. A condenação do Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, nos termos do artigo XXXX do Código de Processo Civil.

Protesta por todos os meios de prova admitidos, inclusive documental, testemunhal e oitiva do representante do Réu.


Valor da Causa: R$ XXXX, correspondente ao somatório das indenizações por danos materiais e morais.

Nestes termos,
Pede deferimento.

XXXX, XX de XXXX de XXXX.

XXXX – OAB/XX XXXX
XXXX – OAB/XX XXXX

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