Ação de Obrigação de Fazer com Tutela de Urgência em Face de Operadora de Plano de Saúde.

A Magalhães & Gomes Advogados é um escritório de advocacia renomado no Rio de Janeiro – RJ, com atuação sólida em todo o Estado e unidades físicas estrategicamente localizadas para melhor atender seus clientes.

Com mais de uma década de experiência e participação em mais de 10.000 processos, nossa equipe é composta por advogados altamente qualificados, preparados para oferecer soluções jurídicas personalizadas, eficientes e estratégicas.

Neste espaço, compartilhamos modelos de peças processuais elaboradas pela equipe técnica do escritório, demonstrando na prática a expertise, técnica e comprometimento que caracterizam nossa atuação. Nosso objetivo é contribuir para a educação jurídica e evidenciar a qualidade e seriedade do trabalho desenvolvido pela Magalhães & Gomes Advogados.

📍 Unidades Físicas:

📍Rio de Janeiro – RJ: Rua José, nº 40, 4º Andar, Centro. CEP 20010-020

📍Volta Redonda – RJ: Rua 18 B, nº 45, Vila Santa Cecília. CEP 27260-100

📍Resende – RJ: Av. Tenente-Coronel Adalberto Mendes, nº 680, Manejo. CEP 27521-130

📍Angra dos Reis – RJ: Rua Prefeito João Galindo, nº 75, Centro. CEP 23900-650

📍Barra Mansa – RJ: Rua José Marcelino Camargo, nº 1835, Centro. CEP 27345-370

📍Niterói – RJ: Rua General Andrade Neves, nº 9, Sala 707, Centro. CEP 24020-110

📍Nova Iguaçu – RJ: Rua Governador Portela, nº 1200, Sala 209, Centro. CEP 26221-030

📍Duque de Caxias – RJ: Avenida Presidente Vargas, nº 96, 6º Andar. CEP 25070-330

📍Gonçalo – RJ: Rua Coronel Rodrigues, nº 422, Sala 1206, Centro. CEP 24440-489

📞 WhatsApp: (21) 99870-2613
📧 E-mail: magalhaesegomesadv@gmail.com

🌐 Site: https://advogadoriodejaneiro.com

AO DOUTO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE XXXX/XX

TUTELA DE URGÊNCIA – SAÚDE

XXXX, brasileiro, casado, XXXX, nascido na data de XX/XX/XXXX, filho de XXXX e XXXX, endereço eletrônico: XXXX, Tel.: XXXX, residente e domiciliado à XXXX, CEP: XXXX, inscrito no CPF sob o nº XXXX e portador da Carteira de Identidade nº XXXX, vem, através de seus advogados que a esta subscrevem, com endereço profissional constante no rodapé, perante Vossa Excelência propor:

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM TUTELA DE URGÊNCIA

em face de XXXX, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XXXX, com sede na XXXX, CEP: XXXX, pelos fatos e fundamentos que passa a expor.


DO JUÍZO 100% DIGITAL

De plano, a parte autora expressa o desejo pela adoção do juízo 100% digital, onde caso Vossa Excelência entenda por ser necessária a designação de audiência, essa ocorra de forma virtual, assim como todos os demais atos do processo.

Para tanto, informa desde já os meios de comunicação dos patronos, endereço eletrônico: XXXX, e do autor, endereço eletrônico: XXXX.


DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA

Requer a parte autora os benefícios da gratuidade da justiça, com fulcro na Lei XXXX, haja vista declarar-se pobre na forma da lei, não podendo custear a máquina jurisdicional sem prejuízo de seu sustento e o de sua família, conforme declaração anexa.


DOS FATOS

O Autor, XXXX, atualmente com XX anos de idade, é beneficiário de plano de saúde administrado pela Ré XXXX, encontrando-se em condição de extrema vulnerabilidade clínica, por ser cardiopata, além de estar acometido por quadro oncológico grave, acompanhado de dores intensas, dificuldade de locomoção e alimentação.

Em XX/XX/XXXX, após identificação de anomalias em exame de tomografia, o Autor foi atendido pelo médico oncologista XXXX, no XXXX, credenciado ao plano de saúde da Ré.

Na ocasião, constatou-se a presença de lesões tumorais no pulmão, com indícios de disseminação para outros locais do organismo, o que exigia investigação imediata para definição diagnóstica e início célere do tratamento.

Diante da gravidade do quadro, o médico assistente emitiu pedido médico com caráter de urgência, bem como a respectiva guia para realização de biópsia pulmonar guiada por tomografia, procedimento imprescindível para confirmação diagnóstica e definição terapêutica.

O próprio XXXX realizou a solicitação junto à Ré, que, todavia, negou a continuidade da investigação médica, transferindo ao próprio paciente a responsabilidade de obter informações e autorizações junto à operadora de saúde.

No dia XX/XX/XXXX, o Autor entrou em contato com a Ré, sendo aberto o protocolo nº XXXX, com prazo de XX dias úteis para solução.

Em XX/XX/XXXX, a Ré solicitou formalmente o envio do pedido médico, o qual foi prontamente encaminhado pelo Autor no mesmo dia, conforme comprovado em e-mail anexado.

Todavia, em XX/XX/XXXX, ao realizar novo contato, o Autor foi informado de que o pedido médico não havia sequer sido localizado, nem analisado, sendo necessário reenviar toda a documentação.

Nessa ocasião, foi aberto novo protocolo nº XXXX, sob a alegação de erro interno da operadora, tornando inválido o protocolo anterior.

A partir de então, iniciou-se verdadeiro calvário administrativo, com incontáveis ligações, transferências entre setores, ausência de respostas objetivas e sucessivas aberturas de protocolos, sem qualquer solução concreta, mesmo diante da urgência médica comprovada, dentre eles:

• XXXX
• XXXX
• XXXX
• XXXX
• XXXX
• XXXX
• XXXX
• XXXX

Durante esse período, o Autor permaneceu por mais de XX dias sem diagnóstico definitivo, suportando dores intensas, sofrimento físico e psicológico, além do risco concreto de progressão da doença, em razão da conduta omissiva, negligente e abusiva da Ré.

Diante da inércia absoluta da operadora e do risco iminente à própria vida, o Autor foi obrigado a realizar o procedimento de forma particular, arcando com o valor total de R$ XXXX, sendo:

• R$ XXXX de honorários médicos;
• R$ XXXX de despesas hospitalares;

conforme notas fiscais anexas.

Somente em XX/XX/XXXX, ou seja, mais de XX dias após o primeiro protocolo, a Ré encaminhou autorização e indicação de local para realização do procedimento, quando este já havia sido realizado às expensas do Autor, tornando evidente o atraso injustificável e a falha na prestação do serviço.

Com o resultado da biópsia, o Autor retornou ao oncologista em XX/XX/XXXX, sendo indicado tratamento quimioterápico imediato, conforme novo pedido médico.

Contudo, novamente, o XXXX recebeu negativa da Ré, sob a alegação de que o plano não cobriria o procedimento naquele local, ainda que se trate de rede credenciada e serviço essencial ao tratamento oncológico.

Novo protocolo foi aberto sob nº XXXX, com envio imediato dos documentos solicitados.

Entretanto, em XX/XX/XXXX, o Autor foi informado de que os documentos sequer haviam sido recepcionados ou analisados, sendo imposto novo prazo de XX dias úteis, mesmo diante da urgência do tratamento oncológico.

Dessa forma, o Autor permanece sem tratamento quimioterápico, submetido a sofrimento físico, psicológico e risco concreto de agravamento da doença, em razão da conduta reiteradamente abusiva, omissiva e desumana da Ré.

Registre-se que, caso tivesse aguardado a autorização da Ré para a biópsia, o Autor estaria até o presente momento sem diagnóstico e sem qualquer perspectiva terapêutica, o que evidencia o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, fundamento essencial da presente tutela de urgência.

Diante desse cenário, não restou alternativa senão recorrer ao Judiciário para:

• Garantir a imediata autorização dos procedimentos necessários;
• Assegurar o início do tratamento quimioterápico;
• Determinar o reembolso integral dos valores pagos;
• Impedir que a Ré continue impondo entraves administrativos incompatíveis com a dignidade humana e o direito à saúde.


DO DIREITO

1. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor

A relação entre Autor e Ré é nitidamente de consumo, nos termos dos arts. XX e XX do Código de Defesa do Consumidor, sendo o Autor destinatário final do serviço de assistência à saúde.

Dessa forma, a Ré responde objetivamente pelos danos causados ao consumidor, independentemente de culpa, conforme art. XX do CDC, bastando a demonstração da falha na prestação do serviço, o que resta fartamente comprovado nos autos.

Além disso, incide o princípio da boa-fé objetiva, da função social do contrato e da proteção da parte vulnerável, impondo à operadora o dever de cooperação, transparência e eficiência.

2. Direito Fundamental à Saúde e à Vida

A Constituição Federal assegura:

“A saúde é direito de todos e dever do Estado.” (art. XX, CF).

Tal comando se estende às operadoras privadas, que atuam por delegação contratual e estão vinculadas à efetividade do direito fundamental à vida, à saúde e à dignidade da pessoa humana (art. XX, CF).

Negar, retardar ou dificultar tratamento oncológico essencial equivale, na prática, a subtrair do paciente a própria chance de sobrevivência.

3. Abusividade da Negativa e da Demora na Autorização

A conduta da Ré viola frontalmente:

• Art. XX do CDC;
• Lei XXXX;
• Resoluções da XXXX;
• Jurisprudência pacífica dos Tribunais Superiores.

4. Responsabilidade pelo Reembolso Integral

Nos termos da legislação aplicável e da jurisprudência consolidada, é devido o reembolso integral quando o paciente é compelido a custear tratamento por urgência.


DO DANO MORAL IN RE IPSA

A conduta da Ré extrapola o mero inadimplemento contratual, atingindo diretamente a esfera existencial do Autor, submetendo-o a sofrimento físico, psicológico e emocional intenso.

Diante da gravidade da conduta, mostra-se imperioso o reconhecimento do dano moral in re ipsa, com condenação da Ré em valor NÃO INFERIOR A R$ XXXX.


DA TUTELA DE URGÊNCIA

Nos termos do artigo XXXX do Código de Processo Civil, estão presentes a probabilidade do direito e o perigo de dano.

Diante disso, requer-se a concessão da tutela de urgência para determinar que a Ré:

• autorize imediatamente todos os procedimentos necessários;
• viabilize a realização no estabelecimento indicado;
• proceda ao reembolso integral e imediato do valor de R$ XXXX.


DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

a) concessão da tutela de urgência;
b) autorização dos procedimentos;
c) reembolso integral no valor de R$ XXXX;
d) multa diária não inferior a R$ XXXX;
e) confirmação definitiva da tutela;
f) condenação na obrigação de fazer;
g) indenização por danos morais;
h) custas e honorários;
i) justiça gratuita;
j) citação da Ré.

Requer ainda que todas as intimações sejam realizadas exclusivamente em nome do advogado XXXX, OAB/XX XXXX.


DAS PROVAS

Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.


DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ XXXX.


Nestes termos,
Pede deferimento.

XXXX, XX de XXXX de XXXX.

XXXX
OAB/XX XXXX

XXXX
OAB/XX XXXX

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Autoria deste conteúdo:

Dr. Gabriel Magalhães

Dr. Gabriel Magalhães

OAB RJ 197.254 – Advogado e Administrador no escritório Magalhães e Gomes Advogados, com mais de 10 anos de experiência e atuação em mais de 10 mil processos. Especialista em diversas áreas jurídicas.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
CONSULTA ADVOGADO
Consulte um advogado agora !
CONSULTE UM ADVOGADO AGORA!