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AO ILUSTRE(A) PROMOTOR(A) DE JUSTIÇA DA PROMOTORIA DE INFÂNCIA E JUVENTUDE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO XXXX – XXXX
Notícia de Fato – Violência Escolar Bullying / Omissão Institucional Vítima com TEA
Noticiante: XXXX XXXX XXXX XXXX XXXX Vítima: Adolescente de XXXX anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) – laudo de XXXX/XXXX Escola noticiada: XXXX XXXX, situado na Rua XXXX, XXXX – XXXX, XXXX – XXXX, XXXX
I – DOS FATOS
A vítima, adolescente de XXXX anos, estudante do XXXX XXXX, sofre há anos episódios graves e contínuos de bullying, humilhações públicas, exclusão deliberada e violência psicológica perpetrada por colegas, sem que a escola adote qualquer medida efetiva de prevenção ou proteção.
Os episódios começaram ainda no XXXX ano do Ensino Fundamental, quando a adolescente relatava sentir-se isolada, ridicularizada e alvo de zombarias constantes.
A genitora, preocupada, fez diversos comunicados nos grupos de XXXX de responsáveis, alertando sobre a gravidade da situação. Apesar de respostas pontuais de algumas mães, nenhuma providência concreta foi tomada pela instituição de ensino.
A situação escalou: em um dos episódios mais graves, a adolescente foi vaiada publicamente por vários alunos de sua turma, fato filmado e registrado em vídeo, representando humilhação coletiva e violência psicológica severa. Mesmo diante dessa exposição vexatória, a escola permaneceu omissa, não instaurando procedimento disciplinar, não realizando intervenção pedagógica e tampouco oferecendo apoio à vítima.
Houve também agressão física e tentativa de lesão corporal leve cometida por uma colega de classe, novamente sem qualquer resposta institucional adequada.
Em flagrante violação ao dever de cuidado e proteção, a escola permitiu que a colega agressora retornasse à mesma sala de aula da vítima, anos depois, agora em XXXX, o que resultou em continuidade das intimidações, hostilizações e comportamentos persecutórios.
A adolescente relata sentir-se constantemente ameaçada, vigiada e desamparada, o que agrava ainda mais seu quadro emocional. ● Diagnóstico de TEA e agravamento da vulnerabilidade
Desde XXXX de XXXX, a adolescente possui laudo médico confirmando Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que exige:
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ambiente escolar estruturado;
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previsibilidade e segurança emocional;
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intervenções pedagógicas adequadas;
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proteção reforçada contra situações de estresse e hostilidade.
A permanência da agressora na mesma turma, somada à intimidação contínua e à omissão da escola, provoca na vítima extrema angústia, crise emocional, ansiedade e dificuldade de permanecer no ambiente educacional — evidenciando violação a direitos fundamentais, inclusive o direito à educação segura e inclusiva.
Trata-se de situação de alto risco emocional, agravada pela sua condição de pessoa com deficiência, o que torna a omissão da escola ainda mais grave (ECA, arts. XXXX; Lei Brasileira de Inclusão – Lei XXXX/XXXX).
II – DO DEVER LEGAL DE PROTEÇÃO E INCLUSÃO
A escola tem dever jurídico de proteção integral, devendo atuar como garante da integridade física e psíquica dos alunos (art. XXXX, §XXXX, CP).
No caso de aluno com TEA, os deveres são ainda mais rígidos:
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promover inclusão;
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adaptar o ambiente escolar;
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prevenir situações de violência e intimidação;
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proteger contra riscos previsíveis;
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comunicar o Conselho Tutelar e órgãos competentes em caso de ameaça ou violação.
Tanto a Lei XXXX/XXXX (Programa de Combate ao Bullying) quanto a Lei XXXX/XXXX (LBI) determinam que escolas adotem protocolos imediatos, sob pena de responsabilização.
A conduta da escola descumpre tais obrigações, expondo a adolescente — especialmente vulnerável — a danos emocionais contínuos.
II – DOS CRIMES QUE DEVEM SER APURADOS
Os fatos narrados configuram, em tese, os seguintes delitos praticados pelo colégio e seus gestores, por omissão:
1. Omissão de socorro – art. XXXX, CP A escola, com pleno conhecimento da situação de perigo iminente e contínuo, se omitiu deliberadamente.
2. Maus-tratos por omissão – art. XXXX, CP A instituição, responsável pela guarda da vítima durante o período escolar, permitiu que fosse submetida a situações de violência e humilhação.
3. Omissão imprópria (comissivo por omissão) – art. XXXX, §XXXX, CP A escola, na qualidade de garante, não agiu para evitar resultado lesivo, podendo responder pelos danos decorrentes.
4. Crimes previstos na Lei Brasileira de Inclusão (Lei XXXX/XXXX) A vítima, pessoa com deficiência (TEA), foi exposta a ambiente hostil e discriminatório, violando direitos fundamentais.
5. Infrações administrativas – arts. XXXX do ECA Descumprimento de dever legal de proteção, prevenção e vigilância.
III – DO PEDIDO ESPECÍFICO DE APURAÇÃO DE RESPONSABILIDADE PENAL E ADMINISTRATIVA DO COLÉGIO PELA OMISSÃO GRAVE E CONTINUADA
Diante de omissão institucional tão extensa, grave e sistemática, não há dúvida de que o comportamento do XXXX XXXX deve ser rigidamente apurado por este Ministério Público, inclusive com vistas à responsabilidade penal e administrativa de seus gestores.
A escola tinha conhecimento pleno e reiterado dos fatos e permitiu a perpetuação da violência psicológica. Não instaurou procedimento disciplinar, não comunicou o Conselho Tutelar, tampouco implementou qualquer medida de proteção à vítima; assim como permitiu o retorno da agressora à mesma turma e ignorou o diagnóstico de TEA da aluna; o que viola as normas do ECA, da LBI e da Lei de Combate ao Bullying.
Tal conduta não configura mera falha administrativa, mas omissão dolosa ou culposa qualificada, com possível enquadramento nos crimes de: omissão de socorro; maus-tratos por omissão; participação por omissão em lesão emocional e tentativa de lesão corporal; infrações administrativas do ECA; discriminação indireta e falta de inclusão de pessoa com deficiência.
IV – DOS PEDIDOS
Diante da gravidade do quadro, requer-se:
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O recebimento desta Notícia-Crime e a instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar responsabilidade penal do colégio, gestores e envolvidos;
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A expedição de ofícios à escola, requisitando:
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protocolos internos de prevenção ao bullying;
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comunicações registradas;
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informações sobre medidas (ou ausência delas);
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histórico escolar da vítima e da agressora.
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Oitiva da vítima, com profissional especializado;
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Oitiva da genitora, direção, coordenação, professores e alunos envolvidos;
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Requisição do vídeo da humilhação pública e demais provas;
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Comunicação ao Conselho Tutelar para adoção de medidas protetivas;
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A apuração dos crimes previstos nos arts.: XXXX (omissões da escola); XXXX (atos dos menores);
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Ao final, responsabilização penal e administrativa do colégio, inclusive com eventual ajuizamento de ação penal, ação civil pública e demais providências cabíveis;
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Eventual recomendação ou TAC para que a escola adeque sua política interna às leis de proteção e inclusão.
Nestes termos, Pede Deferimento.
XXXX/XXXX, XX de XXXX de XXXX.
XXXX XXXX XXXX XXXX XXXX XXXX OAB/XXXX
